Walter defende início do debate sobre o rumo do PMDB na eleição de 2016

Para deputado federal, está na hora de começar a discutir se partido apoiará ou não Carlos Eduardo

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Não há mais tempo a perder. O PMDB precisa começar a discutir qual é seu real posicionamento com relação à gestão Carlos Eduardo e, consequentemente, se vai ou não apoiar a candidatura do prefeito à reeleição em 2016. E quem defende o início desse debate é o deputado federal Walter Alves, filho do senador Garibaldi Alves Filho e uma das principais lideranças políticas do partido no RN. Atualmente, a sigla se encontra “rachada” entre aqueles que defendem a aproximação com Carlos Eduardo (que é primo de Garibaldi) e os que querem manter a postura independente, com vistas ao lançamento de uma candidatura própria no próximo ano.

“Defendo que possamos reunir o diretório municipal, a Executiva e os vereadores a fim de escutarmos todos e discutirmos o assunto. Há quem defenda essa participação na gestão municipal e há quem seja contra. E precisamos discutir não apenas a participação do PMDB em Natal, mas também o PMDB nas eleições de 2016. As eleições do próximo ano são importantes para o partido e esse assunto também deve começar a ser discutido”, afirmou o deputado federal Walter Alves, em contato com O Jornal de Hoje na manhã desta segunda-feira.

O discurso atualiza a situação do PMDB com relação à gestão municipal e é uma consequência dos últimos acontecimentos, principalmente, a nomeação do peemedebista Henrique Eduardo Alves ao cargo de ministro do Turismo da gestão Dilma Rousseff (PT). Ocorrida na última quinta-feira, a posse de Henrique pode significar a aproximação definitiva entre ele e Carlos Eduardo, podendo o ministro, até, indicar o novo do novo secretário municipal da pasta no RN.

Essa indicação significaria a entrada, de vez, do PMDB na gestão de Carlos Eduardo, com a ocupação de cargos do primeiro escalão da administração municipal. Consequentemente, representaria também a oficialização da postura situacionista dos vereadores peemedebistas na Câmara Municipal de Natal (Felipe Alves, Bertone Marinho e Ubaldo Fernandes) e, ainda, o fim dos planos de candidatura própria do partido no pleito de 2016.

Afinal, aderindo à gestão Carlos Eduardo Alves pouco mais de um ano antes do pleito, o PMDB não teria margem para, lá na frente, romper com a administração local e anunciar um projeto independente para o eleitor natalense. Ou seja: a entrada do partido na administração do PDT significaria o fim dos projetos de candidatura própria defendidos, por exemplo, pelos deputados estaduais peemedebistas Hermano Morais e Gustavo Fernandes.

De qualquer forma, conforme defende Walter Alves, todos os peemedebistas terão direito a opinião sobre a situação, se querem ou não a adesão, inclusive, o próprio Hermano Morais, que é o presidente do Diretório Municipal do PMDB e considerado o candidato do partido caso o projeto de candidatura própria seja escolhido. Assim como ele, serão ouvidos também os vereadores que já se manifestaram, em algumas oportunidades, favoráveis a candidatura própria da sigla.

A discussão é mesmo importante. Afinal, se de um lado deputados e vereadores parecem propensos à candidatura própria, os principais nomes do partido, como Henrique Alves e o próprio Garibaldi, querem a aliança com o prefeito. “Continuamos na expectativa, pelo menos da minha parte, que possamos caminhar para uma aliança político eleitoral com o prefeito. Mas é claro que não podemos despertar suscetibilidades e teremos, claro, que ouvir a todos aqueles que compõem o nosso diretório municipal e executiva”, afirmou Garibaldi em entrevista concedida no último sábado, aO Jornal de Hoje.

“Vai depender dos entendimentos, se eles forem acelerados podem convergir para isso. Há quem defenda ainda a independência, o que não inibirá o apoio do nosso ministro do turismo ao turismo do município e do estado”, acrescentou o senador.

Apesar de defender o debate neste momento, Walter Alves não antecipou quando essa discussão deve começar a ser feita e se ela incluirá, também, quais os espaços que o PMDB vai ocupar na chapa de Carlos Eduardo no futuro. E se vai ocupar algum. Afinal, a atual vice-prefeita Wilma de Faria, do PSB, está, praticamente, fora da chapa e o atual vereador, Raniere Barbosa, também do PDT, começa a ser cotado para o posto de vice em 2016. Caso o PMDB se alie mesmo a administração municipal, essa indicação de Raniere poderia até ser revista e repassada aos peemedebistas a indicação.

JH

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