Walter Alves: “Nomeação de Henrique para Ministério do Turismo é questão de tempo”

HEMRIQUE

O deputado federal Walter Alves (PMDB) disse na manhã desta quinta-feira que a nomeação do presidente do diretório do PMDB norte-rio-grandense, ex-deputado federal Henrique Alves, para o Ministério do Turismo, “é questão de tempo”. Prevista para a última terça-feira, a nomeação do potiguar foi sustada pela presidente Dilma Rousseff (PT) para permitir um entendimento do Palácio do Planalto com o PMDB na Câmara e no Senado.

Para o deputado federal Walter Alves, no entanto, a nomeação de Henrique é questão de tempo. “Acredito que é questão de tempo. Henrique é um nome da bancada do PMDB e um articulador reconhecido e acredito que ele deverá ser nomeado ministro nos próximos dias”, afirmou o parlamentar. Segundo Walter, a nomeação de Henrique para a pasta será importante para o Rio Grande do Norte, principalmente por ser um estado turístico.

Dilma Rousseff sustou a nomeação de Henrique após perceber que o potiguar, que contaria com o aval do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), para se tornar ministro, poderia servir de moeda de troca. Diante disso, o Planalto associou a nomeação de Henrique à mudança de comportamento do PMDB. Principalmente, quer que o partido de Eduardo Cunha e Renana Calheiros, presidente do Senado, apoie o reajuste fiscal proposto pelo governo.

Por conta disso, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Picciani, cobrou definição em relação ao potiguar. Segundo ele, a situação de Henrique assemelha-se a um “cadáver insepulto”, que necessita solução com a nomeação de Henrique ou o esquecimento do problema. A nomeação de Henrique foi acertada com o Planalto ainda o ano passado, mas ficou associada à exclusão do potiguar da lista de investigados na operação lava jato.

“Precisa ter uma decisão rápida. Era uma coisa anunciada, que o pedido de investigação sendo arquivado pelo Ministério Público, ele seria nomeado. É preciso que isso ou ocorra ou que se sepulte esse assunto. O que não dá para ficar é um cadáver insepulto”, disse Picciani, em entrevista ao jornal O Globo nesta semana.

A revelação de que a nomeação de Henrique ficaria em “banho Maria” foi revelada terça-feira pela coluna do jornalista Claudio Humberto, publicada até aquela data no jornal Tribuna do Norte, de propriedade de Henrique, que consta como diretor-presidente da empresa jornalística. Informou o colunista que, “para confirmar a nomeação de Henrique ao cargo de ministro do Turismo, Dilma Rousseff impôs a condição de obter apoio dos deputados federais do PMDB ao pacote fiscal do governo e à política de reajuste de aposentadorias”.

A nomeação de Henrique para o Ministério fora anunciada na última sexta-feira, inclusive por matérias publicadas em jornais como a Folha de S. Paulo. No entanto, foi posta a prêmio por bom comportamento futuro do PMDB. Assim, o potiguar, de presidente da Câmara, passou a “peso morto” para a própria legenda, já que teria de servir de moeda de troca e como cala-boca à legenda. Sua nomeação está tendo um preço altíssimo.

Renan Calheiros não abre mão do Turismo e pede que Dilma arranje outro ministério para Henrique

A nomeação de Henrique para o cargo de ministro do Turismo, tida como certa pelo Palácio do Planalto, permanece sustada por decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), informa o noticiário político nacional desta quinta-feira.  Renan não quer abrir mão da indicação do seu afilhado político, o atual ministro Vinícius Lages.

O presidente do Senado teria pedido à presidente Dilma Rousseff que encontrasse outro espaço para Henrique, indicando, como alternativa, a Secretaria de Assuntos Institucionais, ocupada por Pepe Vargas (PT).

O quadro desfavorece Henrique porque Renan Calheiros está insatisfeito com o governo e com os espaços oferecidos a ele. O peemedebista perdeu em fevereiro a presidência da Transpetro, ocupada até então por Sérgio Machado, seu apadrinhado político. Na sequencia, teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato. A abertura de inquérito contra Renan no Supremo Tribunal Federal (STF) foi encarada pelo senador como de interesse do Planalto.

Assim, o governo se vê diante de mais uma situação difícil a resolver. Para contemplar Henrique, uma indicação da Câmara, terá de desagradar Renan. Há quem aponte como alternativa a ampliação dos espaços do PMDB na Esplanada dos Ministérios. Hoje o partido ocupa seis ministérios, passaria a sete. O Ministério da Integração Nacional, hoje com o PP, poderia ser entregue a Renan. O PP é o partido com o maior número de envolvidos na Operação Lava Jato.

JH

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