VIGILANTES SUSPENDEM GREVE

O Sindicato dos Vigilantes do Rio Grande do Norte (Sindsegur) comunicou, na noite de ontem,  a suspensão da greve deflagrada  na última segunda-feira (2). Os vigilantes patrimoniais do Estado retornam às atividades após uma determinação judicial, que  decretou a suspensão da paralisação realizada pelos profissionais. De acordo com nota divulgada pelo  Sindsegur, apesar da normalização das atividades, a categoria permanece em “estado de alerta”.

Os vigilantes e as empresas de segurança privada ainda não entraram em acordo, por este motivo, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) agendou o julgamento do dissídio coletivo, referente à Convenção dos vigilantes patrimoniais, para a próxima sexta-feira (6). As principais reivindicações da categoria são o reajuste de 12% e o vale-alimentação de R$15,00 por dia.

Segundo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Rio Grande do Norte (Sindesp), esta foi considerada uma “greve irresponsável”. A entidade representante das empresas alega que o piso salarial  dos vigilantes potiguares é o maior dentre os estados da região Nordeste, além da existência de uma equiparação , que ocorreu nos últimos dois anos, entre os vigilantes que trabalham desarmados e os que trabalham armados. As empresas de segurança privada ofereceram reajuste de 6,23%, equivalente à reposição da inflação anual, que não foi aceito pelo  Sindsegur.

O atendimento em agências bancárias e na Previdência Social foi bastante afetado pela paralisação dos vigilantes patrimoniais. Desde a última segunda-feira, os caixas localizados no interior dos bancos não realizavam transações financeiras e grande parte dos serviços internos de atendimento ao público  foram suspensos, devido à falta de segurança interna. Com isso, grandes filas foram formadas nos terminais de autoatendimento da capital potiguar.

Na terça-feira (2), segundo dia de paralisação, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE esteve em cinco bancos localizados na Cidade Alta. Além das filas que tomavam conta das agências, no Banco do Brasil, da avenida Rio Branco, foi constatada a presença de clientes que deixavam o local sem conseguir atendimento.

De acordo com funcionários, os setores só poderiam atuar com a presença de um segurança. “Por lei, cada setor deve operar com um segurança. No prédio inteiro nós só temos um trabalhando, então fica inviável qualquer serviço”, disse uma funcionária que não quis se identificar.

TN

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