Trabalhadores se queixam de incerteza no Augusto Severo

A cerca de uma semana da data marcada para o encerramento de suas atividades, no próximo dia 31, o clima no Aeroporto Augusto Severo ainda é de incerteza. Depois de três adiamentos, funcionários de lojas e taxistas mantém a esperança de uma nova mudança de cronograma. Quem trabalha no aeroporto reclama da falta de um comunicado oficial sobre o fechamento.  O Augusto Severo deve deixar de receber voos regulares no dia 31 de maio, quando é previsto o início da operação do novo aeroporto potiguar, o aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

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                Loja no aeroporto Augusto Severo faz liquidação na expectativa de “fechamento” do terminal

O adesivo estampa na vitrine o aviso de “Liquidação”. É queima de estoque em uma loja de rendas que, depois de 12 anos de atividades no Augusto Severo, irá fechar suas portas junto com o aeroporto. A vendedora da loja, Júlia Silva, diz que a intenção do proprietário é vender toda a mercadoria até o dia 31 de maio. “Acho que agora é definitivo. Mas a Infraero não notificou nenhuma loja. Nem meu chefe tem certeza sobre a data do fechamento do aeroporto. Trabalhar nessa incerteza atrapalha. Não podíamos nos organizar para fazer promoções nem o dono da loja podia nos dar o aviso prévio de demissão”, diz Júlia, que ainda não começou a procurar outro emprego.

A gerente de um loja de sandálias, Roziléia Chagas, diz que tudo que sabe é através da imprensa. Ela conta que a loja deve se mudar para um outro local, que ainda estão procurando, mas que isso também depende da definição sobre o fechamento do aeroporto. “O que a gente queria era um comunicado formal da Infraero. Ainda estamos aguardando essa definição”.

Gerente de um lan house no Augusto Severo, Andressa Souza também confirmou que não houve notificação oficial.  Para ter certeza sobre o fechamento do aeroporto, ela se deslocou até o Aeroporto Aluízio Alves para saber como estavam as obras, mas diz ter sido impedida de entrar pelos seguranças. “A gente tentou alugar a loja lá, mas eles pediram R$ 25 mil de aluguel e ainda tinha que adiantar um ano, enquanto aqui pagamos R$ 2,5 mil. Desse jeito só multinacionais podem ir para lá”, critica.

Deise Santos é uma das poucas funcionárias de lojas que tem seu emprego garantido no novo aeroporto. Ela é a única vendedora de uma farmácia que irá funcionar no Aluízio Alves, que aceitou trabalhar no novo local. “Seis funcionários irão pedir demissão porque não querem ir para São Gonçalo. Trabalho aqui há 10 anos e é triste ver amigos ficando desempregados”, diz.

A distância do novo aeroporto também preocupa a auxiliar administrativa de uma agência de receptivo, Liliane Medeiros, que ainda não sabe como fará para ir de Parnamirim, onde mora, para trabalhar em São Gonçalo. “A distância é muito grande. Todo mundo espera por outro adiamento”.   Segundo Liliane, a distância vai atrapalhar o trabalho do receptivo. “Fazemos de 18 a 25 transfers por dia e como o Augusto Severo é próximo dos hotéis, em média 25 min de viagem, o mesmo carro poderia fazer várias viagens. Agora vai ficar mais difícil”.

TN

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