Sem acordo, paralisação continua

A greve dos servidores municipais de Natal entrou ontem em seu terceiro dia e continua por tempo indeterminado, sem qualquer perspectiva de quando será encerrada. O chefe de Gabinete Civil da Prefeitura, Jonny Costa, recebeu no final da manhã uma comissão do movimento e explicou que o momento é de crise econômica e de contenção de despesas, por isso o Município não tem receita para cumprir a lei da data-base — principal reivindicação dos servidores

natal

“O pleito é justo, mas o governo não reúne as condições arrecadatórias para fazer a reposição”, disse o chefe de gabinete, que pediu aos sindicatos um voto de confiança, alegando que a Prefeitura tem demonstrado compromisso com as categorias.

Integrante da comissão recebida no Gabinete Civil, o presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde de Natal (Sindas), Cosmo Mariz, classificou as explicações dadas pelo representante da Prefeitura  como  “choradeira” e disse que os servidores só cogitarão voltar ao trabalho quando receberem uma contraproposta do governo para suas reivindicações. “A Prefeitura usa como justificativa a crise econômica, mas antes dessa crise a conversa era a mesma: que não tinha dinheiro”, disse o sindicalista.

Segundo explicou a coordenadora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat), Soraya Godeiro, a data-base deve, por lei, ser reajustada anualmente em todo mês de março, mas a Prefeitura não tem cumprido.

“No dia 3 de março, apresentamos a proposta sindical do índice de reajuste da data-base, um valor de 17,97%, calculado a partir de um estudo do Departamento de Intersindical de Estatística e Estudos Socioecônomicos (Dieese), porém,  entrou abril e não recebemos nenhuma contraproposta por parte da gestão municipal. Chegaram a ser marcadas três reuniões  com o chefe de Gabinete Civil, mas todas foram desmarcadas”, disse Soraya.

Ainda segundo a sindicalista, nos últimos dois anos — 2013 e 2014 — a lei da data-base só foi cumprida pela Prefeitura após os servidores entrarem em greve, que continua por tempo indeterminado.

Ontem pela manhã, os servidores fizeram uma caminhada da praça Tamandaré, no Alecrim, até a sede da Prefeitura de Natal, na Cidade Alta. Com faixas e gritando palavras de ordem, permaneceram  na frente do Palácio Felipe Camarão até perto de meio-dia, quando o chefe de Gabinete Civil, Jonny Costa, recebeu em sua sala uma comissão do movimento.

O gestor tentou sensibilizar os grevistas mostrando a situação financeira do Município, que necessita cortar, no mínimo, 25%  dos gastos, por determinação do prefeito Carlos Eduardo Alves.   “A crise econômica é geral. Afeta estados, municípios e União. Estamos preocupados com o pagamento dos funcionários e em potencializar a arrecadação municipal”, disse. Os representantes do movimento, no entanto, não querem apenas justificativas. Eles cobram uma contraproposta

TN

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