Pesquisadora da UFRN alerta sobre o uso de anabolizantes

Por Marcos Neruber / Ascom-CB

A professora Maria Teresa Mota, do Departamento de Fisiologia do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), alerta sobre o uso de anabolizantes. A pesquisa que deu origem a um material distribuído nas escolas de Natal esclarece as principais dúvidas sobre o uso, comuns hoje em dia, principalmente entre os adolescentes. A seguir, explicações da professora Maria Teresa sobre o assunto.

Anabolizantes

De acordo com a professora Maria Tereza, anabolizantes são substâncias sintéticas similares aos hormônios sexuais masculinos que aumentam a massa muscular (efeito anabolizante) e o desenvolvimento de características masculinizantes. A massa corporal aumenta devido a maior capacidade do corpo em absorver proteína. Além disso, eles promovem retenção de líquido, provocando inchaço dos músculos.

Encontrar e usar

Geralmente, os anabolizantes, ou “bombas”, como também são chamados, segundo a professora, são administrados oralmente (pela boca) em cápsulas/tabletes ou injetadas diretamente no músculo. “Embora muitos não saibam, o anabolizante é uma substância de uso médico, pois estimula o ganho de peso em pacientes terminais (câncer e AIDS), na osteoporose (menor deposição de cálcio ósseo), em distúrbios de crescimento (baixa estatura) e disfunção hormonal em homens. Entretanto, são ministrados em doses terapêuticas e necessitam sempre de prescrição médica para sua aquisição”, destaca.

Consequências

A professora Maria Teresa enumera algumas das consequências pelo uso de anabolizantes, tais como: desenvolvimento de acne, redução da função sexual, alterações de comportamento como o aumento da agressividade e nervosismo, problemas cardíacos (infarto) e hepático (fígado), câncer, derrame cerebral e até morte. Nas mulheres, podem causar alterações no ciclo menstrual, aumento dos clitóris e aumento de pelos. Nos homens, ocorre a diminuição da produção de espermatozóides, diminuição dos testículos, calvície e desenvolvimento das mamas (ginecomastia).

Caminho sem volta

De acordo com a pesquisadora, não se sabe até que ponto os problemas ocasionados pelo uso das “bombas” são reversíveis. Além disso, muitos desses problemas são de longo prazo, como aqueles que afetam o funcionamento do coração. “O uso de anabolizantes é semelhante a um vício, quando se para perde-se muito rapidamente o efeito conquistado. Isso faz com que o individuo volte a buscá-los com a ilusão de que tudo voltará a ser como antes. O que ele não consegue perceber é o risco de morte que está correndo”, alerta Maria Teresa.

A pesquisa tem a colaboração da professora Maricele Nascimento Barbosa e dos discentes Nanete Prado, Dominique Santos, Epifânio Fernandes, Hellen Bezerra, Mayara Queiroz e Mariana Capistrano.

Atenciosamente, 

MARCOS NERUBER 

ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO DO CENTRO DE BIOCIÊNCIAS/UFRN

Contato: (84) 9.8797-3356
Universidade Federal do Rio Grande do Norte

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