Operação da polícia para apreender DVD pirata termina em confusão e protesto no Alecrim

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A “Operação Original”, realizada pela da Polícia Civil para apreender mídias piratas no bairro do Alecrim, em Natal, terminou em uma grande confusão na manhã desta terça-feira (23). Revoltados depois que três pessoas foram presas, camelôs que trabalham no local tocaram fogo em pneus e pedaços de pau e interditaram duas vias. Com isso, um grande congestionamento foi formado, lojas foram fechadas e a Polícia Militar teve que intervir.

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A ação da PC começou por volta das 9h, nos camelôs que ficam na rua Amaro Barreto e nas avenidas Coronel Estevam e  Presidente Bandeira. Já no início os comerciantes ficaram nervosos, principalmente com a ação da Guarda Municipal, que estava dando apoio à PC na ação, que contou com mais de 50 homens. Mas a insatisfação ficou maior depois que três pessoas que estavam vendendo mídias piratas foram detidas (irão responder criminalmente por violação de direitos autorais). Alguns vendedores se uniram e começaram a protestar, tocando fogo em pneus e interditando a avenida Coronel Estavam.

A Polícia Militar chegou pouco tempo depois e a correria foi grande. Quando o Corpo de Bombeiros apareceu, algumas pessoas tentaram impedir que o fogo fosse apagado e mais uma vez a PM precisou agir. Quando a situação parecia controlada, os manifestantes se dirigiram para a rua Amaro Barreto e mais uma vez tocaram fogo em objetos e interditaram a via. Foi nesse momento que a situação ficou mais tensa. Duas pessoas foram presas, segunda a polícia, por “queimarem objetos, interditarem via pública e jogarem pedras contra os policiais”. Com a chegada do Batalhão de Choque da PM (BPChoque), a situação se acalmou e as vias foram completamente liberadas por volta das 11h30.

José de Anchieta, representante dos camelôs da região, se mostrou revoltado com toda a situação. “É um absurdo essa situação. Estamos revoltados principalmente com a ação da Guarda Municipal, que é completamente despreparada para agir nessas situações. Prenderam uma mulher de 60 anos, que depende disso. Como ela vai sustentar a família? Sabemos que a venda de mídias piratas é ilegal, mas não é assim que se resolve. É preciso educar o povo para que a população não precise ter esse tipo de trabalho para se manter. Se as pessoas tivessem condições de trabalhar com outras coisas, elas não estariam aqui”, reclamou.

JH

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