Meteorologistas afirmam que chuvas estão se mantendo entre na média e abaixo da média

A um mês do final do período chuvoso na região Nordeste, meteorologistas afirmam que as previsões de que as chuvas no Rio Grande do Norte este ano se mantivessem entre a média e até abaixo do volume médio do período tem se concretizado. Caso não haja chuvas regulares até o próximo mês, quando encerra o período chuvoso, o ano de 2015 será confirmado como mais um ano de seca na região.
O meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bistrot, explica que, no Estado, as chuvas sofreram parada nos últimos dias, mas devem retomar até a próxima semana.
“Nosso período chuvoso se estende até meados de maio, mas nas últimas duas semanas não tem chovido na região devido a uma situação anômala: a onda planetária que colocou ar quente sobre o Nordeste. No entanto, percebemos que essa onda tem se afastado e deve voltar a chover no Oeste do RN na próxima semana”, explica o meteorologista.
Gilmar Bistrot conta que, no litoral leste do Estado, deve voltar a chover já neste final de semana. No entanto, embora este ano as chuvas tenham se apresentado mais frequentes em algumas regiões do RN, somente dois municípios monitorados pela Emparn conseguiram alcançar volume de chuvas acumulado superior a 500mm este ano.
Mossoró, embora esteja entre os municípios com maior volume de chuvas acumulado este ano no Estado, até ontem registrou 405,9mm neste ano, número ainda distante da média de 800mm para o município e muito aquém dos 1.000mm desejados pelos agricultores.
“O ano de 2015 já era apontado como um ano de transição, com volume de chuvas menor, devido ao aumento da atividade solar, que são as explosões na superfície da nossa estrela. O ano passado registrou os maiores níveis de atividade solar e também teve baixo volume de chuvas”, informa.
No ano passado, a Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) registrou três grandes explosões solares no período de dois dias. O aumento na atividade da estrela levou a agência a enviar um satélite nesta semana para o espaço a fim de analisar os fenômenos ocorridos no Sol. O objetivo dos cientistas é entender quais são as influências da atividade solar sobre diferentes aspectos da vida na Terra.

Volume de chuvas no NE tem variado de acordo com a atividade solar

O meteorologista conta que ainda não se sabe qual é a relação entre o nível de atividade solar e o volume de chuvas no Nordeste brasileiro, mas têm percebido aumento nas chuvas quando a atividade diminui e vice-versa. De acordo com as observações, os picos de atividade solar acontecem em ciclos de 11 anos, devendo o ano de 2017 apresentar maior volume de chuvas na região.
“Neste ciclo, nos anos de 2008 e 2009, quando os níveis de atividade solar foram menores, o volume de chuvas no RN foi melhor. Assim, segundo as projeções, o ano de 2017 deverá ter maior volume acumulado devido à previsão de diminuição da atividade solar”, afirma Gilmar Bistrot.
Além dos níveis de atividade solar, a Nasa monitora a temperatura média em todo o mundo e, no ano passado, divulgou que os meses de 2014 foram os mais quentes desde o ano de 1880, o que seria uma evidência dos efeitos do aquecimento global. O aumento na temperatura do planeta é outro fator que pode influenciar no clima de diferentes regiões. Porém, Gilmar Bistrot afirma que ainda é cedo para dizer se também tem afetado o volume de chuvas no RN.

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