Luiz Almir chama ex-prefeito de Macau de “bêbado” e “moleque” por briga com Barão

Luiz Almir narrou episódio que foi protagonizado pelo ex-prefeito Flávio Veras

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O ex-prefeito de Macau, Flávio Veras, já até pediu desculpas, contudo, o ato dele durante o carnaval da “Terra do Sal”, ao tentar expulsar do trio elétrico da banda Grafith o campeão potiguar do UFC, Renan Barão, continua rendendo críticas. Na manhã de hoje, o vereador de Natal, Luiz Almir, do PV, usou o programa dele na rádio 96 FM para criticar a atitude do ex-gestor municipal e o chamou de “moleque” pelo acontecido. “Numa cidade pacata como Macau, o maior moleque foi o ex-prefeito Flávio Veras”, afirmou Luiz Almir.

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Para quem não ficou sabendo, a confusão entre Flávio Veras e o lutador Renan Barão aconteceu no domingo de carnaval. Barão, que cobra cachê de alguns milhares de reais para ir a eventos públicos e fazer publicidade, foi gratuitamente para a festa em Macau, por gostar da cidade e ter sido convidado pela banda Grafith, parceira dele há algum tempo. Contudo, o ex-prefeito pareceu não ter se dado conta do poder de repercussão do lutador campeão mundial e, quando Barão subiu no trio do Grafith, pelo simples fato de não ter a camisa do carnaval custeado pela Prefeitura (ou seja, com recursos públicos), tentou expulsa-lo aos gritos.

Flávio Veras “só vive bêbado”, afirmou Luiz Almir durante o programa de rádio. “Não pode mais ser candidato, porque já responde a processo, aí botou um funcionário de uma loja dele para ser candidato, mas quem manda em Macau é ele”, acrescentou o vereador de Natal, contando, com as palavras dele, como foi a confusão entre lutador e ex-prefeito.

Conforme narrou Luiz Almir, Barão, defendido pela banda Grafith, não aceitou descer do trio. Contudo, o ex-prefeito ameaçou não pagar o cachê da banda caso o lutador permanecesse no carro. “Flávio chamou o prefeito e disse: ‘quem manda nessa por** não sou eu não?’ Aí o prefeito: ‘é sim’. Então bota (Barão) para descer do trio”, continuou Luiz Almir.

Com um sangue frio de quem ganha a vida lutando dentro do octógono do UFC, maior evento de MMA do mundo, e não brigando nas ruas ou festas, Barão evitou continuar a confusão e saiu de perto do ex-prefeito. Depois, a mulher de Flávio Veras ainda tentou amenizar a repercussão, pedindo desculpas ao lutador.

Porém, isso não impediu que blogs da região divulgassem a atitude intempestiva de Flávio Veras, que evidenciou o que foi dito por Luiz Almir: é o ex-prefeito o dono da gestão. Fato polêmico, inclusive, porque o ex-prefeito é investigado pelo Ministério Público do RN por contratar bandas para o carnaval de Macau pagando um valor superfaturado, a chamada operação Máscara Negra.

Além disso, Flávio tem contra ele um processo já transitado em julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinando sua prisão por compra de votos. Mesmo assim, o ex-gestor, que conseguiu eleger o sucessor dele, Kerginaldo Pinto, para a chefia do Executivo ainda ocupa um cargo público na Prefeitura de Macau, justamente, no gabinete do atual prefeito. E, ao que parece, segue mandando no Município.

De qualquer forma, o fato é que a atitude do ex-prefeito ganhou repercussão em todo o Estado pelo fato de Flávio Veras ter comprometido uma publicidade que poderia ser positiva e gratuita para a cidade – ter o campeão do UFC pulando o carnaval em Macau. O jeito foi, no dia seguinte, engolir o orgulho e dizer que tudo não passou de um mal entendido. Flávio Veras teve até que convidar Renan Barão para visitar sua casa em Macau na segunda-feira de carnaval, para pregar as “pazes”.

No entanto, depois da visita, Barão voltou para Natal e, na terça-feira, escolheu um outro destino: o carnaval de Pirangi. Lá, o campeão do UFC se divertiu com os amigos. Sem a presença do ex-prefeito Flávio Veras, não há qualquer registro de confusão envolvendo o lutador.

JH

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