LAGOA DO PIATÓ SECA, DEIXANDO CENTENAS DE FAMÍLIAS SEM RENDA

PIATOPIATO

A Lagoa do Piató, localizada no município de Assu e tida como o maior reservatório natural de água doce do Rio Grande do Norte, alcançou no dia 16 de dezembro de 2014, o nível mais crítico dos últimos quinze anos. Secou. Com sua capacidade totalmente zerada, o reservatório com cerca de 18 quilômetros de extensão tem afetado negativamente cerca de 600 famílias que usavam suas águas do lago como fonte de renda.

No passado a lagoa beneficiava toda a região do Vale do Açu. Movia a economia regional com a produção de peixe, mandioca, milho, feijão, entre outros legumes. Em tempos passados, a população ribeirinha residente em cinco comunidades ao redor do reservatório chegavam a enviar toneladas de peixes para outros estados como Ceará e Paraíba, além de abastecer vários municípios do Rio Grande do Norte. Hoje, o cenário é agonizante.

“Pra mim ela representava tudo no mundo, hoje em dia é uma tristeza ver ela assim seca, quando eu olho para dentro dela chega eu choro. Meu marido sai de madrugada de moto pra Touros, arriscando a vida pra ganhar uma mixaria. Quando a lagoa tava cheia, a coisa era diferente, ele vivia em casa, pescando. Uma lagoa dessa me faz falta demais”, disse a moradora Antônia Alves.

Segundo Ítalo Costa, morador do Porto do Piató, os pescadores da região estão se deslocando até outros reservatórios, como a barragem Armando Ribeiro Gonçalves em Itajá, para garantir o seu sustento. Ainda na região tem o Açude do Mendubim e do Pataxó, além do próprio leito do Rio Piranhas/Açu perenizado pelas comportas da Armando Ribeiro Gonçalves, que foi concluída em 1983 e transbordou pela primeira vez dois anos depois.

DF

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