Inclusão Social – UFRN realiza ação com portadores de deficiência visual

VISITA AO MUSEU DE CIÊNCIAS MORFOLOGICAS

VISITA AO MUSEU DE CIÊNCIAS MORFOLOGICAS

O Museu de Ciências Morfológicas (MCM) do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza amanhã, 08,  das 8h às 10h, a ação “Mãos que falam” direcionada aos portadores de deficiência visual do Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte (IERC).

O ambiente interno do Museu terá uma infraestrutura específica para atender ao deficiente visual com sinalizadores da trajetória da exposição através de material específico (em alto relevo) e indicações escritas em braile. Será organizada uma sala para a exposição de peças anatômicas (sintéticas e formolizadas) do corpo humano de maneira a contemplar todos os sistemas do organismo.

A exposição atenderá um público de 70 pessoas e seguirá as normas da política nacional de educação especial (MEC 2001), sendo as peças apresentadas para no máximo 4 deficientes visuais. Cada modelo ou órgão preservado estará sob a responsabilidade de pelo menos um monitor, o qual fará a explanação sobre o mesmo.

Os alunos poderão sentir através do tato e de seus sentidos a morfologia dos órgãos humanos e relacionar de forma bastante interativa suas respectivas funções.

“Primeiramente os alunos tocarão em uma peça sintética e a seguir receberão uma luva para sentir e tocar em uma peça similar, porém formalizada, no intuito de comparar o lúdico com a realidade, permitindo-lhes conhecer a textura e o tamanho real dos órgãos. A cada sistema orgânico abordado serão relacionados aspectos importantes para a prevenção de doenças associadas, bem como correlações com o hábito e qualidade de vida do visitante. Ao final, os cegos responderão um questionário avaliativo da exposição acompanhado por um monitor leitor” destaca a professora Cristina Camilo, organizadora da ação.

As atividades serão uma ação conjunta dos participantes, entidade de apoio aos portadores de deficiência visual e a Comissão Permanente de Apoio a Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte  (CAENE/UFRN).

Inclusão

Uma relevante tarefa da inclusão social é possibilitar que cada indivíduo tenha a oportunidade de adquirir conhecimento básico sobre a ciência, seu funcionamento e lhe oferecer condições de entender o seu entorno, de ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho e de atuar politicamente com conhecimento de causa.  “Falar de inclusão social no domínio da difusão ampla dos conhecimentos científicos e tecnológicos e de suas aplicações compreende, portanto, atingir não só as populações pobres e as dezenas de milhões de brasileiros em tal situação, mas também outras parcelas da população que se encontram excluídas no que se refere a um conhecimento científico e tecnológico básico” destaca a professora Cristina.

Um desses espaços é o Museu de Ciências Morfológicas (MCM) que vem desenvolvendo ao longo dos anos ações que levam em conta a problemática local, escolar e do meio social e vem se destacando como um ambiente alternativo para promover a inclusão social, além de proporcionar a aquisição de conhecimentos básicos sobre a ciência e lhe oferecer condições de entender o seu entorno e ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho.

O Museu de Ciências Morfológicas é um ambiente rico para trabalhar junto aos discentes da UFRN, permitir o contato com a realidade social e a oportunidade de desenvolver suas habilidades curriculares para prática profissional. Além disso, o MCM permite a interação e aprofundamento das relações entre a educação básica e o ensino superior, buscando aprofundar, aplicar e criar formas de atuação da universidade frente às escolas no desenvolvimento da inclusão social e educação científica.

Marcos Neruber
Assessor de Imprensa

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