Grevistas da saúde mantêm ocupação

saude

Em greve há 42 dias, os servidores da saúde do Rio Grande do Norte decidirem continuar a ocupação do prédio da Governadoria, no Centro Administrativo do Estado. Após cerca de duas horas de conversa com o governador Robinson Faria, a categoria entendeu que as negociações não avançaram e anunciou a permanência no hall de entrada do prédio, cantando uma antiga marchinha carnavalesca: “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”. Os servidores e a população que necessita do serviço terão que esperar pelo menos até o dia 28 deste mês por uma resposta do governo ao movimento grevista.

Para obter um reajuste de 27%, acumulado da inflação dos últimos cinco anos, os servidores da saúde apresentaram a proposta de uma revisão geral para todas as categorias. Segundo o Sindicato dos Servidores da Saúde no Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), a Lei de Responsabilidade Fiscal (101/2000) dá brecha jurídica, mesmo  que o poder ou órgão esteja dentro  do limite prudencial.

Essa proposta foi apresentada nesta segunda-feira (20), em reunião com os secretários do Gabinete Civil, Saúde e Planejamento. O governo se comprometeu a dar um parecer jurídico, por meio da Consultoria-Geral do Estado, no dia 28 de julho. Na reunião de ontem, o governador manteve a data. Além disso, o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, também apresentará, na mesma data, uma simulação do impacto financeiro que uma revisão geral dos salários (correção da inflação) teria sobre a folha de pagamento.

Embora ainda não se saiba os valores que o governo terá que gastar com essa possível revisão geral dos salários, sabe-se que não é pouco. “Caso possamos atender, iremos sentar com as categorias e fazer dentro do fluxo financeiro que o Estado tem. A dificuldade financeira é grande, mas o Estado tem boa vontade. Tudo dependerá dessa impacto financeiro. Podemos fazer um cronograma, um escalonamento e começar em um exercício financeiro”, afirmou o chefe do Executivo Estadual.

Segundo a direção do  Sindsaúde/RN, os Tribunais de Contas de Minas Gerais e Paraná já deram parecer favorável a essa medida adotada pelos seus respectivos governos estaduais. Sobre a análise jurídica, Robinson Faria disse que tentaria dar mais velocidade à análise, como queriam os servidores. “Amanhã (quarta-feira) eu me comprometo a ligar para o consultor do Estado para ver se ele pode adiantar esse parecer”, acrescentou.

A principal motivação para que os servidores mantivessem a ocupação foi o tempo de respota do governo. “Já são 41 dias de greve completados hoje (ontem). É muito tempo para a gente esperar”, avaliou Rosália Fernandes, diretora de Política Sindical do Sindsaúde/RN. A proposta para uma nova reunião no dia 28 foi apresentada pelo governo na segunda-feira, mas a base não aceitou e, por isso, ocuparam o prédio.

O que os servidores querem:
– 27% de reajuste para todos que atuam na rede estadual
– 61% de  reajuste para servidores estaduais que passaram a atuar em unidades de saúde municipais
– Tabela de incentivo à qualificação
– Concurso público

O que conseguiram:

– Progressão por tempo de serviço atrasada desde 2013
– Pagamento dos salários atrasados de servidores recém-convocados que estavam há oito meses sem receber
– Levantamento para concessão de licença prêmio

Fonte: Sindsaúde/RN.

Deixe uma resposta

Você pode usar essas tags e atributos HTML <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>


*