Greve suspende serviços no INSS

Servidores federais dos ministérios da Previdência Social, do Trabalho e da Saúde no Rio Grande do Norte entraram em greve ontem. Com a paralisação, que é por tempo indeterminado, está suspensa a maior parte dos atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e das agências regionais do Trabalho no Estado.

A greve dos servidores é motivada por cinco reivindicações: reposição salarial em conformidade com a inflação; incorporação de gratificações; paridade entre ativos e inativos; realização de concurso público para repor o quadro funcional; e regulamentação das 30 horas da jornada de trabalho para todos da categoria.

De acordo com a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), funcionários de 19 estados aderiram à paralisação. A entidade avalia que 70% dos servidores nesses estados estejam parados.

Impacto
Ontem, na agência da região do Glicério, centro de São Paulo, segurados reclamavam da falta de informação. A agência é uma das maiores da capital, chegando a atender 700 pessoas por dia. Denise Romero, psicóloga de 57 anos, acompanhava a mãe, de 92 anos. Denise precisa receber uma pensão por morte do pai. “Faz 15 dias que meu pai morreu. Foi feito o agendamento e o procedimento, confirmado ontem (6). Fica difícil levar a sério uma situação como essa”, reclamou.

Marcia Pinto, autônoma, 46 anos, é deficiente visual e precisava passar por perícia médica. “Estava trabalhando, mas não consigo enxergar com meu único olho.” Marlene da Silva, aposentada, 70 anos, reclamou da falta de informação no atendimento. “Tenho um empréstimo consignado em folha, mas não há repasse do INSS desde maio. Estou passando por isso e não sei a quem recorrer”, explicou.

A orientação do INSS aos segurados é que as datas de atendimento serão remarcadas pela própria agência. Dúvidas podem ser esclarecidas pela central do telefone 135. Em nota, o INSS informou que considerará a data originalmente agendada como a de entrada do requerimento, “de modo a evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados”.

O Ministério da Previdência informou “que têm baseado sua relação com os servidores no diálogo e na compreensão da importância do papel da categoria no reconhecimento dos direitos da clientela previdenciária e mantém as portas abertas às suas entidades representativas para construir uma solução que contemple os interesses de todos”.

TN

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