Os trabalhadores dos Correios no Rio Grande do Norte voltaram ontem, 09, ao trabalho. A categoria decidiu encerrar a greve iniciada no último dia 27 de abril.

Em assembleias realizadas na última segunda-feira, nas cidades de Natal, Mossoró e Caicó, os trabalhadores dos Correios decidiram finalizar a paralisação. Em todo o estado, o movimento conseguiu fechar 58 agências fechadas e obteve a adesão de mais de 400 funcionários.

Apesar do encerramento da paralisação das atividades, a categoria aprovou também a manutenção do estado de greve em todo o Rio Grande do Norte. Os funcionários prometem “cruzar os braços” a qualquer momento, a depender do descumprimento das promessas feitas pela diração dos Correios e Telegráfos. Além disso, a categoria marcou para agosto uma nova ação sindical, quando se discutirá o acordo coletivo da categoria.

Em todo o Brasil, segundo a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), 21 sindicatos estaduais decidiram encerrar o movimento paredista. Somente em Santa Catarina e na região de Santa Maria (RS) os empregados decidiram continuar a paralisação. No entanto, nestes dois locais, as entidades sindicais terão de cumprir decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de manter o mínimo de 80% do efetivo em cada unidade.

Desde a última sexta-feira, 05, empregados do Distrito Federal, Espírito Santo, Amapá, Roraima, Tocantins, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ribeirão Preto e região, Uberaba e região, Bauru e região, Santos e região, e Juiz de Fora e região já haviam retornado ao trabalho.

Serão compensadas 48 horas de paralisação, ou 56 horas para os empregados que trabalham aos sábados, durante os próximos 60 dias.

Para reduzir o impacto da greve nos serviços postais em todo o Rio Grande do Norte, os Correios, nos dias 06 e 07, promoverão mutirão em diversas agências. A operação envolveu 211 empregados das áreas administrativa e operacional, que realizaram o tratamento e a distribuição de 166 mil objetos postais.

Os trabalhadores exigem a retirada da mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre os planos de saúde, revogação da suspensão das férias, suspensão das ameaças de demissão, suspensão do fechamento de 250 agências.

A estatal procurou a justiça do trabalho para modificar o plano de saúde dos funcionários. Os Correios arcam com 93% dos custos dos planos de saúde e os funcionários com 7%. Essa medida não será revogada. No entanto, a empresa já abriu da medida de suspender as férias dos trabalhadores. Além disso, a estatal definiu por seguir firme com o projeto de redução de custos. A meta é obter a adesão de cinco mil funcionários ao plano de demissão voluntário. A direção dos Correios também planeja fechar 200 agências até dezembro.