Flagrado pela terceira vez com ‘gato’ na rede elétrica de haras, ex-prefeito é preso na Grande Natal

Polícia Militar prendeu nesta quarta-feira (22) em um haras na zona rural de Macaíba, região metropolitana de Natal, o ex-prefeito de Monte das Gameleiras, Rodolfo dos Anjos Felix Pontes, de 28 anos. A prisão aconteceu dentro de uma operação da Companhia de Energia do Rio Grande do Norte (Cosern) contra roubo de energia no estado. Pela terceira vez, somente neste ano, a empresa identificou e desligou um ‘gato’ de energia feito na propriedade.

Segundo a Cosern, a energia desviada pelo ex-prefeito era usada para alimentar bombas elétricas que puxavam água de um tanque para dar banho em cavalos, regar uma plantação de capim existente no haras e iluminar as dependências dos estábulos.

Depois de preso, o homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil do município, pagou e fiança e deverá responder as acusações por furto de energia elétrica – quando o desvio se dá antes da passagem pelo medidor – em liberdade. O G1 procurou o ex-prefeito, mas as ligações não foram atendidas.

A concessionária está calculando o total de energia desviado e informou que vai cobrar o valor ao ex-prefeito com multa de 30%.

Operação

A “Operação Varredura”, montada pela concessionária desde o início do ano, inspecionou 28 mil estabelecimentos, identificou 3,2 mil irregularidades e conseguiu recuperar 10 GWh de energia, no estado. Segundo a companhia, a quantidade seria suficiente para atender o município de Macaíba durante um mês.

Nos próximos dias, a ação deve chegar a outras regiões do estado e continuará sendo feita nas cidades que já passaram por fiscalização. Financeiramente, os desvios identificados nos últimos quatro meses chegam a aproximadamente R$ 4 milhões.

“Caso não fosse identificado, parte desse prejuízo seria dividido por todos os consumidores na hora do reajuste tarifário homologado pela Aneel anualmente. Por isso, a Cosern reforça o apelo para que a população denuncie as irregularidades, de forma anônima e gratuita, pelo site ou pelo telefone 116″, informou a companhia.

Crime e prejuízo

O “gato” de energia é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal, e a pena para o “eletrotraficante” pode chegar a 4 anos de prisão. De acordom a Cosern, o desvio também representa risco de morte a quem faz e a quem está próximo. A infração também provoca perturbações no fornecimento de energia e parte do prejuízo é dividida por todos os consumidores na hora do reajuste tarifário homologado pela Aneel anualmente.

A estimativa da Cosern é de que, em 2017, foram desviados aproximadamente 60 milhões de kWh de energia elétrica em todo estado com os “gatos” – o que representa um prejuízo médio de R$ 28 milhões à concessionária. Numa simulação, seria possível utilizar a energia furtada para abastecer 33 mil casas durante um ano ou todas as residência da Zona Sul de Natal durante 3 meses.

G1

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