Expofruit 2018: EMPARN leva para os visitantes o trabalho desenvolvido pelos laboratórios de análises de solo, água e plantas e o de Biotecnologia

      A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), estará na Exporfuit 2018 (Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada), em Mossoró, com uma vitrine do trabalho desenvolvido pelo Laboratório de Análises de Solo, Água e Plantas e Laboratório de Biotecnologia. A Exprofuit, com o tema “Todo mundo vê o desenvolvimento da Fruticultura, tem a expectativa de movimentar R$ 40 milhões e de receber um público de 15 mil pessoas nos três dias da feira. Serão mais de 300 estandes e coordenação do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX) e o Sebrae/RN, recebendo diversos expositores da cadeia produtiva da fruticultura, entre os quais, de polpas de frutas, de distribuidoras de sementes, insumos agrícolas, pesquisas e tecnologia para o campo, produtos para irrigação, embalagens, entre outras.

        A EMPARN desenvolve um importante trabalho em seus laboratórios de análises de água, solo e plantas e o de Biotecnologia, que estão localizados na sede da empresa, na Estação Experimental Rommel Mesquita de Faria, na Cophab, em Nova Parnamirim. No laboratório da EMPARN são realizadas mensalmente centenas de análises de amostras de solo, água e plantas. Só em 2017 foram realizadas 4.515 análises, com destaque para as análises de solo, que teve 2.685 amostras estudadas e de água com 1.075 análises.  Para o químico responsável pelo laboratório, Alfrêdo Osvaldo Dantas, a maior procura por análise de solo, foi por parte dos agricultores visando financiamentos.

         O laudo do laboratório é um dos documentos exigidos pelos bancos, para que seja feita a avaliação do potencial produtivo do solo da propriedade, nele também tem a recomendação e orientação do agrônomo do laboratório sobre o melhor produto para plantar no solo analisado. A credibilidade do laboratório da EMPARN, também é reconhecida fora do Rio Grande do Norte, já que é procurado por agricultores de outros estados, tais como: Alagoas, Ceará, Piauí, Paraíba, Pará e Pernambuco. O centro de análises faz pesquisas para diversos órgãos ambientais como encaminhamentos do instituto de águas (IGARN) e para o programa Água Azul, do Idema, além de atender demandas de produtores rurais interessados em garantir a qualidade da água e do solo para obter altas produtividades nos plantios.  Apesar da difícil situação enfrentada pelo setor agropecuário potiguar, o número total de análises realizadas no laboratório da EMPARN, é sempre crescente, ao todo em 2017 foram 4.515, enquanto que no ano anterior (2016), o laboratório fez 3.895 análises.

          O serviço prestado pelo laboratório da EMPARN é avaliado anualmente pelos programas de controle de qualidade: PAQLF (Embrapa Solos), PIATV (ESALQ/USP- Planta) e o EPLNA (Embrapa Pecuária Sudeste- Forragem), avaliação que garante há vários anos o Certificado de Excelência ao laboratório. Esses órgãos certificam que os critérios estabelecidos nas análises realizadas pela EMPARN são atendidos e que as determinações descritas nos métodos de análises são eficientes e atendem as normas de avaliação

 BIOTECNOLOGIA

         O Laboratório de Biotecnologia da EMPARN também vai ser um dos destaques da Expofruit 2018- Feira internacional da Fruticultura Irrigada que vai ser realizada nos dias 21, 22 e 23 de agosto. O laboratório conta com equipamentos e estrutura avançada para desenvolver trabalhos em cultura de tecidos vegetais, permitindo a propagação vegetativa in vitro de várias espécies, entre elas se destaca a bananeira, onde adquirimos variedades novas oriundas da EMBRAPA com grande importância para a agricultura. O laboratório está capacitado para produzir mudas geneticamente melhoradas.

        No uso das técnicas de micropropagação tem se destacado a produção de mudas em larga escala, bem como na pesquisa básica, quando de busca disponibilizar ao produtor mudas de variedades resistentes, apresentando como alternativas em substituição as variedades suscetíveis.As mudas produzidas em laboratório tem várias vantagens se comparadas as tradicionais, entre as quais podemos destacar a sanidade das plantas (mais saudáveis), são geneticamente uniformes, mais vigorosas e permitem tratos culturais e colheitas mais homogênias.

        O vigor das mudas é uma característica de destaque, garantindo um material de qualidade superior ao obtido pelo método tradicional, no caso da bananeira a taxa de multiplicação pode saltar de 10 produzida tradicionalmente, para 150 produzida em laboratório a partir de um único rizoma, ou seja, enquanto de uma muda tradicional se pode reproduzir outras 10 mudas, no laboratório pela micropropagação, uma muda pode reproduzir até 150 mudas. Outra grande vantagem é a precocidade de produção, no primeiro ciclo de produção em relação às mudas convencionais, florescendo até quatro meses antes. No laboratório também se consegue desenvolver mudas mais resistentes às doenças comuns nas bananeiras, como a Sigatoka-negra, Sigatoka-amarela e o Mal-do-Panamá.

       O laboratório de Biotecnologia está localizado na Estação Experimental Rommel Faria, onde funciona a sede da empresa. Além do laboratório, toda estrutura foi montada para acompanha o desenvolvimento das mudas até a fase adulta, o que resulta numa análise cotidiana do que está sendo produzido no laboratório. Após as mudas serem retiradas do laboratório seguem para uma estufa, onde se desenvolvem mais e dessas mudas algumas são plantadas aqui na fazenda para terem o acompanhamento dos pesquisadores.

E o que é a MICROPROPAGAÇÃO

A micropropagação (ou propagação vegetativa in vitro) é um método que permite a reprodução rápida de plantas com características superiores. Possibilita a formação de plantas geneticamente idênticas a partir do cultivo in vitro de células, órgãos ou pequenos fragmentos extraídos de uma planta matriz, em meios de cultura (soluções com nutrientes) adequados e sob condições ambientais controladas

 

 

Márcia Elisa

Unidade Instrumental de Transferência de Tecnologias e Comunicação da Emparn

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