carrosNo Rio Grande do Norte, uma média de 23 veículos é roubada diariamente. A média ainda se mantém em quase um roubo por hora, e 703 roubos ou furtos de automóveis e motocicletas a cada mês. Somente no primeiro semestre do ano, o Rio Grande do Norte registrou 4.220 roubos de veículos motorizados. Foram carros, vans, motos, caminhonetes e outros modelos roubados ou furtados de seus donos de janeiro a junho de 2017.

As informações são da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). Caso se mantenha essa média, ela será maior do que a registrada no ano passado inteiro, quando 7,3 mil veículos foram roubados, no estado. A média, portanto, se manteve em 20 roubos diários em 12 meses.

Estatisticamente, se os números se mantiverem em 2017, ao final deste ano o estado terá registrado mais de 8,2 mil roubos de veículos. Se o número de 2017 é alto, as recuperações dos patrimônios também é considerada alta. Segundo a Coine, 56,8% dos veículos furtados ou roubados foram recuperados pela polícia, ou em operações investigativas ou porque os próprios criminosos abandonaram o carro ou moto.

Em números absolutos, o Governo do Estado diz que 2.397 dos mais de 4,2 mil veículos foram recuperados de alguma forma pelas forças policiais. Titular da Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov), o delegado Licurgo Nunes Neto diz que boa parte das recuperações das propriedades se deve ao trabalho ostensivo da polícia.

“[As recuperações] devem-se aos trabalhos das policias, principalmente os trabalhos ostensivos na rua. As patrulhas acabam facilitando as recuperações desses veículos”, comentou o delegado.

A Deprov cobre exatamente os crimes ocorridos em Natal, que é a cidade onde mais se rouba veículos no Rio Grande do Norte. Na capital potiguar, segundo informações da Delegacia, a Zona Sul é a que mais concentra casos. Bairros como Lagoa Nova, Capim Macio, Candelária, Nova Descoberta e Pitimbu são os preferidos dos assaltantes de carros e motos.

Geralmente os roubos são realizados pelas quadrilhas para que outros crimes sejam realizados com os veículos roubados. Por isso, geralmente os criminosos abandonam os automóveis após os crimes.

Outro destino é o desmanche, modalidade de crime que, inclusive, motivou a criação de uma lei em 2014. Em vigor desde aquele ano, a Lei Federal 12.977/2014, conhecida como “Lei do Desmonte”, visa regularizar a venda de peças usadas através do cadastramento de oficinas de desmanche para a comercialização de componentes. A Lei é apontada por entidades de segurança de veículos como um caminho para reverter e reduzir as estatísticas de furtos e roubos de automóveis e ciclomotores.