Candidatos a prefeito arrecadam R$ 1,5 mi e gastam R$ 1,6 milhão

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Em Natal, a soma da arrecadação de todos os candidatos a prefeito é de R$ 1.582.119,09 e as despesas chegam a R$ 1.627.770,40. As informações estão disposníveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e constam na prestação de contas parcial dos candidatos nas eleições de 2016, referente ao dia 15 de setembro.

O prefeito Carlos Eduardo (PDT), candidato à reeleição foi o que mais arrecadou recursos para a sua campanha. Foram R$ 585.350,00 e boa parte desse valor veio de familiares e do seu partido. O diretório estadual do PDT lhe doou R$ 80 mil e a executiva nacional contribuiu com R$ 50 mil.

Já o próprio Carlos Eduardo doou R$ 20 mil, mas teve a colaboração de vários familiares, como sua mãe Celina Alves (R$ 30,2 mil), seus irmãos Agnelo Alves Filho (R$ 30 mil cada) e José Luiz Nunes Alves (R$ 25 mil). Ele também recebeu doação do empresário, presidente da ALE Combustíveis, Marcelo Alecrim, que doou R$ 30 mil e do seu vice, deputado Álvaro Dias, que doou R$ 18,5 mil.

Candidato a reeleição, Alves declarou um gasto maior do que já arrecadou, de R$ 705,146.17; com despesas contratadas e R$ 216,946.17 em despesas pagas. Maior parte dos gastos é com serviços prestados por terceiros (R$ 406,424.27) que inclui assessorias de marketing político, advogados, serviços contábeis, serviços de provedor de internet entre outros; além de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo que representa o segundo maior gasto (R$ 234 mil).

Pelo que declarou, apesar de ter contratado mais despesas, o que representa a campanha mais cara entre os sete candidatos à prefeitura de Natal, ele pagou menos que o petista Fernando Mineiro, que teve R$ 232.068,35 em despesas pagas dos R$ 447.418,45 em despesas contratadas.

Em produção de programas de rádio, televisão ou vídeo Mineiro gasta 80.52% do que arrecadou. São R$ 360,260.00 declarados como gastos na produção. Ele teve ainda despesas com serviços próprios prestados por terceiros (R$ 32,550.60), publicidade por adesivos (R$ 20,248.00) e cessão ou locação de veículos R$19,856.00, parte destes últimos não foi em dinheiro, mas estimado já que se trata de doação por meio de algum serviço.

Para custear as despesas, Mineiro recebeu R$ 427.874,63 do Partido dos Trabalhadores (PT). Esse valor corresponde a 90.81% dos R$ 471,200.63 que arrecadou. O valor restante que compõe sua receita foram doações dele próprio e de outras pessoas.

A terceira que mais arrecadou e que mais tem gastos declarados é a candidata tucana Márcia Maia. Ela arrecadou R$ 308 mil e foi a candidata que mais recebeu dinheiro partidário. Sua legenda, o PSDB, doou R$ 300 mil, ou seja, 97.4% de tudo o que arrecadou. O restante foi doação dela mesma e de terceiros.

Márcia declarou que foram pagos R$ 226.838,25 dos R$ 305.347,78 que estão contratados em despesas. Mais da metade do que ela arrecadou foi gasto com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo onde já investiu R$ 154.200,00. Em serviços prestados por terceiros foram R$ 109.500,00 e ela utilizou ainda R$ 14.424,50 com materiais gráficos para propaganda impressa e R$ 10 mil em carros de som.

CONTAS ELEITORAIS

Carlos Eduardo (PDT)

Arrecadou:

R$ 585.350,00

Gastou: R$ 705.146,17

Fernando Mineiro (PT)

Arrecadou:

R$ 471.200,63

Gastou:  R$ 447.418,45

Márcia Maia

(PSDB)

Arrecadou:

R$ 308.000,00

Gastou:  R$ 305.347,78

Kelps Lima

(SD)

Arrecadou:

R$ 127.878,66

Gastou: R$ 87.829,35

Robério Paulino (PSOL)

Arrecadou:

R$ 77.200,00

Gastou: R$ 71.300,00

Rosália Fernandes (PSTU)

Arrecadou: R$ 9.053,50

Gastou: R$ 8.470,00

Freitas Júnior (REDE)

Arrecadou: R$ 3.436,30

Gastou: R$ 2.258,65

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