BANCÁRIO PARAM HOJE(06) POR TEMPO INDETERMINADO

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A partir de hoje, os bancários de todo o país estão em greve por tempo indeterminado e no Rio Grande do Norte, cerca de 3.500 profissionais deixam de prestar serviços bancários em agências públicas e privadas. Dessa forma, os bancos funcionarão com um plano de contingência para minimizar o transtorno aos usuários.

Ontem, o Sindicato dos Bancários do RN se reuniu com o Procon Estadual e representantes dos bancos para discutir a situação dos clientes durante a greve.

A promessa, segundo o diretor do Sindicato, Gilberto Monteiro, é de que os serviços essenciais serão mantidos.  Os Bancos se comprometeram a prestar atendimentos pontuais como desbloqueio de senha, entrega de cartões e pagamentos sem cartão, enquanto durar a paralisação.

“Funcionam os terminais automáticos, correspondentes bancários. Nessas ocasiões os bancos constumam aumentar os limites de pagamento nos terminais automáticos e, se for usado um terminal com biometria esse limite é triplicado”, explica o diretor. Além disso, durante a greve, os canais alternativos como internet e correspondentes bancários funcionarão normalmente.

Em greves anteriores foram comuns as reclamações de usuários em razão da falta de dinheiro nos caixas eletrônicos, mas Gilberto Monteiro garante que não faltarão cédulas nas máquinas e que as máquinas serão abastecidas para atender a demanda. Também faltaram guias (envelopes) para depósitos em dinheiro nos terminais automáticos, dificultando a vida do usuário.

Em relação a isso, o diretor do sindicato diz que os bancos vão anunciar a localização de agências onde haverá guias disponíveis, contudo, serão poucas agências. “Os bancos vão diponibilizar agências para depósitos em Natal. O Banco do Brasil, por exemplo vai disponibilizar quatro agências, sendo uma na Zona Norte e outras três do outro lado do rio. Já nos municípios essa disponibilidade vai ficar a cargo do gerente de cada agência que deverá ter um plano para atender os usuários”, diz Gilberto.

Ele afirma que a categoria cumpre com os 30% de funcionamento exigidos pela Lei de Greves. Segundo explica, é uma exigência para os serviços essenciais, mas cada setor define qual parte do serviço é essencial.

“No caso dos bancos, o que é essencial funciona. A compensação bancária vai funcionar normalmente, sem falar que os bancos terão seus planos de contigência para atender situações específicas e pontuais”, diz o diretor.

CATEGORIA QUER REAJUSTE DE 14,78%

Os bancários votaram pela greve em assembleia no último dia 1º e ontem se reuniram mais uma vez para confirmar a paralisação, visto que não houve nenhuma sinalização da parte dos bancos, afim de evitar o movimento grevista. “A greve vai durar até que se apresente uma proposta que, pelo menos cubra a inflação”, prevê o diretor do sindicato dos bancários do RN, Gilberto Monteiro. A entidade no estado faz parte da Frente Nacional de Oposição Bancária (FNOB) que defende como pauta um reajuste de 28,33%.

Contudo, o Comando Nacional de Negociação é liderado pela Contraf-CUT que defende um reajuste salarial: 14,78% (incluindo a reposição inflacionária de 5%); PLR: 3 salários mais R$8.317,90; Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último); Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo); vale refeição no valor de R$880,00 ao mês; 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880,00 ao mês.

Os bancos oferecem reajuste de 6,5% (para uma inflação de 9,57%) e abono de R$ 3 mil, que não incide sobre os salários, nem sobre o FGTS, as férias ou o décimo terceiro, sendo considerado pelos bancários uma afronta que acarreta corrosão nos salários e prejudica Fundos de Previdência e Caixas de Saúde. “Não queremos R$ 3 mil em um mês e pronto. Queremos um percentual permanente”, diz Gilberto Monteiro.

Não há nenhuma agenda de atos para os primeiros dias de greve. O Sindicato dos Bancários diz que será um período para construir a greve e convencer aqueles servidores que, porventura, ainda não tenham aderido ao movimento. O maior período de greve da categoria foi em 2004 quando o movimento durou 30 dias.

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