Agripino admite fusão do DEM

AGRIPINO

Com uma bancada reduzida à metade nesta eleição em comparação à de 2010, o presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), considera que “há perspectivas” de a legenda se fundir com outras nos próximos meses. O dirigente afirmou, no entanto, que essa discussão não está na pauta “neste momento”. Em entrevista à Agência Estado, ele falou sobre o futuro do partido e lamentou a derrota na disputa pelo governo da Bahia, único Estado onde o DEM tinha possibilidade de vitória nesta eleição. “Há perspectivas ou a possibilidade de fusões, mas não está na nossa pauta neste momento”, afirmou o dirigente. Segundo ele, uma decisão final ainda deve passar pelos presidentes estaduais das legendas envolvidas nas discussões.
Magnus Nascimento

“Estamos conversando. Houve um almoço de líderes partidários nesta semana, que reuniu DEM, Solidariedade, PSD, PSDC. Todos estão conversando sobre a prática da linha de oposição, linguagem da oposição e perspectiva de bloco. Se a perspectiva de

blocos evoluir para fusões, poderá ser discutida, porque fusão tem implicações que remetem aos Estados. É uma coisa que tem de ser muito bem cuidada, precisa ter muita cautela”, ressaltou.  Para Agripino, não está descartada, entretanto, a formação de blocos no Congresso com intuito de disputar cargos estratégicos como presidência de comissões e relatorias.

“A perspectiva de bloco partidário, sim. Isso está na ordem do dia entre os partidos que fazem oposição, como o DEM, o Solidariedade e outros que possam se associar conosco num bloco para exercer um número mais expressivo na ação de oposição”, disse.

Em 2010, o DEM conseguiu eleger 43 deputados federais, número que caiu para 28 em 2012, depois de parte da bancada migrar para o recém-criado PSD, que passou a atuar em conjunto à base aliada Em relação à bancada do Senado, o partido iniciará a nova legislatura de 2015 com cinco senadores, um a mais em comparação com a atual. Há quatro anos, o DEM também chegou a conquistar quatro governos estaduais, mas nesta eleição não conseguiu eleger nenhum governador.

“Se tivemos um revés, foi a não eleição que nós julgávamos muito provável para o governo da Bahia. Esse revés reconheço. Agora, o partido obteve 4 milhões de votos vencendo protagonismos de oposição, tem uma ideologia muito clara e quando a imprensa quer ouvir uma opinião de oposição, procura o Democratas”, destacou.

TN

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